Você já pensou em mudar de país?  Morar fora? Longe de todos e de tudo?

Por Carmen Pereira Mañez, psicóloga.

Sim, muitas pessoas pensam e muitas pessoas fazem isso. Mudamos por diversos motivos:

Amor, trabalho, estudos, melhorias, qualidade, conhecimento, novos horizontes ou simplesmente mudar entre outros motivos

O interessante é que poucos conhecemos o verdadeiro preço da mudança. Sim, temos em conta muitos detalhes, imaginamos a nova vida. Procuramos informações, depoimentos, histórias e montamos nossas expectativas.

Só esquecemos que está, como todas as outras mudanças é algo novo. E algo novo implica em deixar o velho, o anterior, o antigo, o conhecido…. O que me dá segurança. E não ter a menor ideia do que acontecerá.

Pois mesmo o sofrimento atual, é conhecido, e nos transmite certa segurança.

Este processo de deixar ir e viver o novo em psicologia se parece muito ao processo de luto. O velho morre e surge uma nova vida.

Vivemos a perda da segurança e do conhecido, que de alguma maneira também é querido. E caminhamos sem esse pedaço que fica.

Está adaptação é vivida por cada pessoa de uma maneira diferente. Mas todos nós temos em comum os momentos de lembrança, de saudades, de nostalgia. Que não voltam mais.

Existem momentos que esquecemos o que sabemos,  momentos de felicidade e alegria por aprender algo novo e muitas vezes de negar e julgar esse novo. Uma relação de amor e ódio com a nova vida.

Quando falamos de mudanças sempre falamos no processo de adaptação, o que é novo é diferente e vem em outro contexto, embrulhado em outro papel de presente. Que muitas vezes negamos ou outras nos apegamos a ferro e fogo como o melhor dos melhores.

Ao longo de minha experiência profissional e pessoal vi e vivi muitas dessas fases e ainda verei e viverei muitas mais, ou as mesmas de um novo ponto de vista.

Um dia acordamos: e o novo é o melhor do melhor no mundo. Além de esquecer o que aprendi, nego e julgo como bobagens.

Outro dia é totalmente o contrário: o que aprendi, o que vivi e onde estava era o melhor e essas coisas nova  são horríveis.

E ainda no dia seguinte, me olho e me pergunto quem sou e o que estou fazendo aqui. Sem saber se voltar ou ficar. Só sabendo que a volta nunca será igual, pois tudo muda.

Nessa roda gigante de emoções e experiências, muitos estudos e muitas pessoas concordam que a melhor forma para começar o processo de adaptação é: encontrar o melhor de cada experiência (a anterior e a atual) e a partir destas lembranças e deste aprendizado fazer as pazes com essa mudança.

Aí sim começa a adaptação. Sim, é o princípio da transformação.

Igual quando perco uma pessoa querida. A saudade bate, as lembranças chegam, mas no dia que assumo que vivi e vivo bons momentos com essa pessoa e com a sua lembrança é o dia que essa pessoa realmente está dentro de mim.

Como a psicologia é a ciência da alma humana é claro que estudamos e vivemos todo esse processo. Explicamos cada fase e as melhores maneiras de passar por cada uma. Como pessoa e psicóloga também sei que vive-las é possível mesmo com suas dificuldades.

Existem muitas vantagens em todos os processos de mudança. Quando somos pequenos deixamos de usar as fraldas e começamos a procurar os banheiros, aprendemos a controlar e esperar. Começamos a estudar e conhecemos o mundo com a literatura e os números. Conhecemos e desconhecemos amigos, passamos cada ano de nossas vidas com provas e exercícios. Ou simplesmente com festas e canções conhecidas.

Vivemos a mudança cada vez que decidimos acordar. No final um dia é diferente do outro e não faço a menor ideia do que vai acontecer.

Só no momento que mudo de país, de cultura, de endereço, de idioma, de localização geográfica, de localização global, etc, etc. Essa mudança fica enorme.

O que ganho? Um novo dia e novas oportunidades

O que perco? O dia de ontem e o que deixei de fazer por algum motivo, que muitas vezes nem lembro.

Choramos e rimos, aprendemos e esquecemos. Nos apaixonamos e nos odiamos.

E nessa roda do mundo, nessa roda gigante. Rodam moinhos e rodam piões.

Por essas e outras sempre alguém vai dizer que é o máximo mudar, é tudo de bom.

Por essas e outras alguém vai dizer que é horrível, que nunca o faria.

E ambas tem razão, pois cada dia é um dia e viver é uma maravilha. Em momentos fácies e em momentos difíceis.

Ao final só somos capazes de saber o que acontece aqui e agora. E imaginar hipóteses de como poderia ou deveria ser si….

Respostas que nunca teremos, pois estamos aqui.

Grata por esta oportunidade de compartilhar meus conhecimentos, minha experiência e minha vida com todos. Grata por estarem interessados em crescer e mudar.

Carmen Pereira Mañez – Psicologa na Espanha

Sejam bem-vindos ao mundo. Sejam bem-vindos a vida.

Carmen Pereira Mañez – Psicóloga Experta en Coaching®    (34)684.29.60.54

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